1. Como se caracteriza a produção agropecuária no município? (principais culturas e produtos)

A produção agropecuária em Campinas ocupa uma área de 7.152 ha na produção de culturas diversas e 20.280 ha relativos à pecuária. A área rural totaliza 41.380 ha, 52% da área do município. A agropecuária conta hoje com o cultivo da maioria das culturas presentes no estado de São Paulo e com a criação de grandes e pequenos animais de diferentes espécies. Destacam-se a cana de açúcar, o milho, a olericultura, a fruticultura e a criação de gado de leite e de corte. De acordo com o Plano Municipal de Desenvolvimento Rural de Campinas, elaborado pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural de Campinas em maio de 2000, as culturas, explorações animais e ocupação do solo estão descritas nas tabelas 1.1, 1.2, 1.3 e 1.4.

1.1) Vegetais
















































Exploração

Nº Cabeças
Outras
Apicultura - 697 colméias
Asininos e Muares 91 ---
Avilcultura Ornamental 3.618 ---
Bubalinocultura 84 ---
Caprinocultura 180 ---
Codornicultura 22.035 ---
Cunicultura 120 ---
Equinocultura 2.991 ---
Ovinocultura 1.104 ---
Piscicultura - 213.877 m2 tanques
Ranicultura 12.000  





























2. Existem associações ou sindicatos de agricultores no município?

Existe o sindicato patronal: Sindicato Rural de Campinas, porém, não existe um sindicato representativo dos trabalhadores rurais no município. Em Campinas os trabalhadores rurais estão sindicalizados em municípios no entorno da cidade. Por exemplo: os trabalhadores que atuam na cultura de cana-de-açúcar estão sindicalizados em Cosmópolis. Quanto às associações de agricultores, existem as representativas dos bairros rurais: Associação Pedra Branca e Sociedade Santa Maria da Serra das Cabras.

3. Existem no município atividades desenvolvidas por instituições ou agências de pesquisa em agricultura? Quais?

Sim, existe a EMBRAPA, o Instituto Agronômico (IAC), o Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL), Instituto Biológico (IB), na área de pesquisa; a CATI (Coordenadoria de Assistência Técnica e Integral) na área de assistência técnica; a Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) na área de defesa vegetal e animal. Como associação particular: a Associação de Agricultura Orgânica (AO).

4. Existem no município programas de apoio à agricultura familiar ou ao pequeno agricultor? (assistência técnica, crédito facilitado, apoio legal, etc.)

Existem. O problema são os agricultores que não estão cadastrados na denominação familiar e são familiares. Em Campinas há o conhecimento, que existem agricultores que são familiares, e não estão cadastrados nesta condição. Mas, a Casa da Agricultura está devidamente estruturada para atender este tipo de agricultor, tanto o familiar como o pequeno. Cadastrado, o produtor rural pode se dirigir ao banco (Brasil, Nossa Caixa e Caixa Econômica Federal) onde tem uma linha de financiamento para crédito rural. Nestes bancos, o produtor encontra esta linha de crédito rural, onde após análise por parte de um agrônomo do projeto apresentado, libera-se o recurso para investimento e custeio na propriedade. O que ocorre hoje é que o agricultor tem um certo receio para entrar no Banco, porque o valor do seu produto não acompanha a taxa de juros do financiamento. Assim, você paga para o Banco, mais que a valorização do seu produto. Como assistência técnica, o agricultor recebe a visita de um profissional da CATI. Menciona-se que a Casa da Agricultura de Campinas é municipalizada. Existem várias empresas da iniciativa privada que prestam assistência técnica aos agricultores.


5. Existe alguma política oficial ou legislação voltada à agricultura e à proteção ambiental?

Sim, existem os órgãos responsáveis pela aplicação das políticas oficiais à agricultura e proteção ambiental: a CATI - Casa da Agricultura, Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento, DPRN – Departamento de Proteção aos Recursos Naturais e a Polícia Ambiental.

6. Quais são as principais ameaças e impactos ambientais decorrentes de atividades agropecuárias no município?

As principais ameaças e impactos ambientais são:
a) Degradação e poluição das águas, mais gerada pelo setor urbano e industrial, mas também pelo rural, b) Erosão: prejuízos no meio rural consideráveis. A perda do solo por erosão implica na diminuição da fertilidade do solo, assoreamento dos córregos e rios, e em casos extremos, perda da área agricultável, devido ao surgimento da voçoroca. Além disso, a erosão em sulco danifica estradas e ruas existentes, comprometendo ainda a utilização de máquinas agrícolas, c) ausência de um sistema de recolhimento do lixo produzido no meio rural e um local para incineração do lixo tóxico, oriundo dos insumos, sobretudo, os agrotóxicos.

7. Como é o uso da água no município? (outorga do uso da água para agricultura e pecuária, existência de políticas regionais voltadas ao uso de recursos hídricos, etc.)

A outorga para exploração dos recursos hídricos do rio Atibaia, que abastece 95% do município de Campinas, é de responsabilidade do DAEE (Departamento de Água e Energia Elétrica). Apesar do rio Atibaia ser interestadual (presente no estado de Minas Gerais e São Paulo), através da resolução 429 de agosto de 2004, no estado de São Paulo, a ANA delega competência para o DAEE, a concessão da outorga em áreas de rios federais da Bacia do PCJ (Comitê das Bacias Hidrográficas dos Rios, Piracicaba, Capivarí e Jundiaí) . O DAEE foi criado pela Lei Estadual 1350, de dezembro de 1951. O outro rio que abastece a cidade, o rio Capivari, a outorga também é de responsabilidade do DAEE, assim como a exploração de água subterrânea profunda.
A unidade de planejamento do estado para gerenciamento dos recursos hídricos é definida por bacias hidrográficas. Campinas e mais 58 cidades estão localizadas na região conhecida como UGRI-5, região abrangida pelo PCJ. Campinas é a maior cidade da bacia com 1.045.706 habitantes, de acordo com o IBGE de 2005.
No caso específico de Campinas, existe um trabalho conjunto entre os comitês estadual e o federal. Todas as discussões importantes que envolvem monitoramento dos recursos hídricos, qualidade da água, outorga- licença, quaisquer intervenções em cursos d’água, é discutida nestes 2 comitês- através de câmaras técnicas que visam solucionar os impasses. A CETESB entra com o controle e fiscalização dos efluentes nos cursos d’água.
Para a agricultura foi criada no comitê a Câmara Técnica de Uso e Conservação de Água no Meio Rural. Nesta câmara se está cadastrando todos os irrigantes. A responsabilidade de outorga pelo uso das águas dos rios para a agricultura também é do DAEE.
Como políticas regionais voltadas aos recursos hídricos, no comitê foram criados, os Planos de Duração Continuada (PDC), onde define-se as prioridades para o PCJ.
Em janeiro deste ano, foi instituída a cobrança pelo uso da água. As empresas, indústrias de saneamento fazem o repasse da verba para a ANA. De janeiro a abril deste ano houve o repasse R$ 2.580.000,00 da Bacia do PCJ como exercício da cobrança pelo uso da água.
Em Campinas, a área onde vamos encontrar o maior número de nascentes é na Área de Preservação Ambiental (APA) abrangida pelos distritos de Joaquim Egidio e Souzas.

8. Existem órgãos de fiscalização e certificação de produção agropecuária no município?

Existe a Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e a Coordenadoria de Vigilância Sanitária, da Secretaria Municipal da Saúde/PMC (COVISA).

9. Quais as características do sistema de transporte, beneficiamento e armazenamento de alimentos do município?

O sistema de transporte utilizado é o rodoviário. Há a produção de grãos que são armazenados nas próprias propriedades particulares. Os produtores de hortifrutigranjeiros beneficiam sua produção na própria propriedade.
Tendo em conta a CEASA/Campinas, há vários permissionários que procedem ao beneficiamento de frutas, legumes e verduras nas proximidades da Central.
Nota-se que o número de caminhões que transportam produtos alimentares estão tendo a característica de baú que possibilita maior proteção e higiene aos produtos transportados.
“O transporte de alimentos destinado ao consumo humano pode ser resfriado ou seco e deve garantir a integridade e a qualidade dos produtos, a fim de impedir sua contaminação e deterioração. O veículo deve ter a cabine do condutor isolada da parte que contém os alimentos, transportar somente alimentos, possuir certificado de vistoria de acordo com a legislação vigente, circular alimentos somente o tempo necessário entre o local da doação (recolhimento), e o local a ser entregue, usar materiais, equipamentos (estrados e caixas plásticas) para a proteção, fixação e condicionamento dos alimentos para não constituir fonte de contaminação ou dano para o alimento, ser mantido em ótimas condições de limpeza e higiene” (Fonte: Mesa Brasil- SESC- 2003).
“Quanto ao alimento, deve permanecer sobre temperatura de segurança durante todo o tempo de transporte. Ser mantido sobre algum sistema de conservação, se transportado por mais de duas horas, no caso de produto resfriado ou congelado” (Fonte: Mesa Brasil- SESC- 2003).

Sistema Viário
O município de Campinas detém, hoje, considerável rede de estradas, sendo:













Em Campinas, segundo o Plano Municipal de Desenvolvimento Rural em 2000, as estradas de terra, estavam praticamente abandonadas, sem leito carroçável adequado, sem drenagem, sinalizações e sem manutenção apropriada. No período 2001 a 2004 realizou-se um trabalho de cadastramento e conservação das estradas o que deixou mais de 60% da malha em condições razoáveis, porém, o sistema de drenagem foi feito em 40% das estradas. O serviço de construção de estradas, do leito, superfície de rolamento, não foi suficiente. Quando não existe a drenagem adequada, as chuvas são as grandes vilãs da conservação das estradas. Presume-se que o trabalho, dispensado em 2001 a 2004 na conservação das estradas rurais, devido a sua paralisação acabou se perdendo em parte, com as chuvas. Em parte das estradas onde foram feitos os sistemas de drenagem, as condições hoje são satisfatórias.
Existem 85 estradas rurais cadastradas no sistema viário rural no município de Campinas, totalizando 324 km. Deste total, 59 Km estão pavimentados. No próximo ano, 2007, espera-se elaborar a revisão do cadastramento das estradas executado em 2004. É necessário, também, realizar uma avaliação geral do estado de conservação destas estradas, a fim de possibilitar o preparo adequado de um plano de conservação prevendo a implantação do sistema de drenagem necessários, de maneira que os serviços de conservação de superfície de rolamento possam ter eficácia mais prolongada. Para isto ocorrer, é preciso que o município trate do assunto, legalmente. A Lei de Uso e Conservação do Solo não contempla a zona rural. O Governo Federal tem interferência no espaço rural, pois a arrecadação dos impostos é realizada pelo INCRA/MDA, portanto, os benefícios deveriam ter a participação deste Governo. Deveria existir a Lei de Uso e Ocupação do Solo Urbano e a Lei de Uso e Ocupação do Solo Rural. O urbano tem uma legislação bem definida o que não acontece com o rural.

 

 





 

 

1- MEIO AMBIENTE E PRODUÇÃO DE ALIMENTOS
2- ACESSO AOS ALIMENTOS
1. Como está estruturada a distribuição de alimentos aos escolares no sistema público e privado? (cantinas, distribuição oficial centralizada ou descentralizada, ambulantes, etc.)

A administração dos alimentos aos escolares do ensino público, tanto municipal como estadual, totalizando 509 unidades escolares, foi assumido pelo Governo Municipal desde 2001 na concepção da desterceirização. Assim, a cadeia do Programa de Alimentação Escolar, composta das etapas de aquisição dos gêneros alimentícios, sua estocagem ao nível central (CEASA/Campinas), distribuição às escolas, armazenamento nas unidades escolares, manipulação dos gêneros alimentícios tornando-os comestíveis, distribuição dos alimentos aos escolares e a limpeza do local passou a ser gerida pelo poder público e a participação das empresas privadas se ativeram ao fornecimento dos gêneros alimentícios e a mão-de-obra representada pelas 830 cozinheiras. Ainda ocorrem nas escolas estaduais, as cantinas que não estão devidamente sintonizadas com o Programa de Alimentação Escolar desenvolvido pelo Governo Municipal, principalmente na composição alimentar. O Programa de Alimentação Escolar tem a característica da descentralidade das suas ações, ou seja, o preparo dos alimentos é realizado nas escolas.
O Programa de Alimentação Escolar de Campinas é tido como exemplar ao nível nacional, reconhecimento este por parte Governo Federal.Quanto às escolas privadas, algumas possuem refeitórios, cantinas, outras lanchonetes, além das crianças que trazem de casa, o próprio alimento que irá consumir no momento do recreio.

2. Existe o fornecimento ou subsidio para a alimentação do trabalhador? (vale alimentação, cesta básica, refeitórios, etc...)

Em Campinas parte das empresas fornece o vale refeição de acordo com a concepção do Programa de Alimentação do Trabalhador – PAT.
No tocante às cestas básicas, o seu fornecimento faz parte das ações do Banco de Alimentos. Em 2005, segundo o jornal Correio Popular, foram doadas em torno de 10.000 cestas básicas.
Quanto ao refeitório, o Governo Estadual administra o Programa Bom Prato, com o fornecimento de 2.000 refeições por dia. Trata-se do restaurante popular, com localização central (Avenida Doutor Moraes Salles, 384), atendendo às pessoas carentes, sendo cobrada das mesmas, o valor de R$ 1,00 por refeição.


3. Existem outros programas de subsídio ou fornecimento direto de refeições ou alimentos a outros grupos específicos? (gestantes, idosos, atletas, enfermos, etc.)

Existem os programas: 1)Banco de Alimentos: programa no qual os alimento são entregues às entidades sociais cadastradas na Prefeitura. São 132 unidades sociais, que recebem de acordo com a possibilidade de arrecadação. Trata-se de alimentos devidamente manipulados de acordo com as exigências de consumo. Os alimentos são distribuídos para entidades sociais. Cabe as estas entidades sociais que atendem os mais diversos públicos carentes, fazer a distribuição junto à população, fazer o atendimento de acordo com a necessidade local. Em 2005 o Banco de alimentos doou 305 toneladas para estas 132 entidades beneficentes e as doações foram feitas por 90 empresas e pessoas físicas.

2)A ONG ISA – Instituto de Solidariedade para Programas de Alimentação faz a distribuição dos hortifrutigranjeiros arrecadados na CEASA/Campinas. Dados de 2005 demonstram que são atendidas 388 famílias carentes dos bairros periféricos da CEASA (33.434 atendimentos); 1.360 famílias carentes da periferia de Campinas (290 caminhões de hortifrutis, equivalente a 870.000 kg distribuídos); 105 Entidades Assistenciais de Campinas e Região; 18 Associações de Moradores; 7 igrejas; crianças e adolescentes (7.579 atendimentos); funcionários dos permissionários na CEASA e prestadores de serviços (2.806 atendimentos). Acredita-se que sejam doados de 350 a 400 toneladas/mês de hortifrutigranjeiros. Especificando a arrecadação do ISA, ela diminui no inverno e cresce no verão. Portanto, acompanha o movimento comercial da CEASA.

Recentemente, o Governo Municipal inaugurou a Casa da Cidadania, local onde os moradores de rua são atendidos no tocante a sua higiene e alimentação. Para tanto, o ISA tem colaborado com esta entidade no fornecimento dos alimentos que são distribuídos para estas pessoas.

4. Existem outros tipos de programas que facilitem o acesso a alimentos ou refeições? (restaurantes populares, cozinhas comunitárias, organizações não governamentais, bancos de alimentos, etc.).

Sim, existe o Restaurante Popular Bom Prato (Governo Estadual), o Banco de Alimentos Municipal (localizado na CEASA, Rod. Dom Pedro I, Km 140,5- Pista Norte), cozinhas comunitárias nas entidades sociais, a ONG ISA.

5. Existem órgãos de regulação, fiscalização ou controle de preços dos alimentos?

Sim. Como órgão de fiscalização existe o Departamento de Defesa do Consumidor- Procon, Avenida Francisco Glicério, 1307- Centro. Em relação ao controle de preços dos hortifrutigranjeiros, o comércio (mercado) da CEASA é quem estabelece o referencial de preços, no entanto, os preços ao nível do consumidor são estipulados de maneira livre, mesmo para os programas sociais. Os preços dos hortigranjeiros da CEASA são publicados diariamente no “site” www.ceasacampinas.com.br, o que possibilita ter uma idéia de quais produtos tem uma boa oferta. É importante orientar o consumidor para os produtos da época.

6. Existem programas ou projetos de geração de emprego e renda? (de iniciativa pública, privada ou de ONG’s)
Existe o Programa Jovem.com que abrange vários Telecentros. No Telecentro Primavera capacita-se trabalhadores para a iniciação de informática, ou seja, ciência da computação. Este telecentro localiza-se na CEASA, abrange público dos bairros Jardim São Marcos, Santa Mônica, Jd. São Fernanda e Matão. Na ETE Vó Pureza tem outro Telecentro e além destes dois existem mais 09 Telecentros.

O governo também vem trabalhando, junto com a CÁRITAS no incentivo às cooperativas de mão-de-obra, principalmente na área de recicláveis. Atualmente o números destas cooperativas é de 14.

Outra iniciativa é o Banco da Mulher onde o crédito é liberado apenas para mulheres. Exemplifica-se a atuação deste Banco no financiamento às mulheres que elaboram alimentos para fins comerciais. Este banco disponibiliza um crédito para a trabalhadora elaborar melhor o alimento. Assim, pode-se comprar uma geladeira, um freezer, reformar a cozinha etc. É uma política de geração de emprego onde se dão condições para a pessoa poder trabalhar, ter sua renda própria.

No quadro a seguir enumeramos os principais programas de transferência de renda e geração de empregos:


















Quanto aos programas de capacitação profissional existe o CEPROCAMP que está relacionado à Secretaria Municipal da Educação, 8 Centros Profissionalizantes e o Centro de Formação para o Trabalho e Cidadania.
Há, também, o Programa de Hortas Comunitárias e Escolares. As hortas comunitárias são 7 em fase de implantação e 13 na fase de manutenção. Diversos são os trabalhadores que atuam nas hortas comunitárias: trabalhadores moradores nas proximidades, alunos e professores das escolas da região, desempregados, portadores do vírus da aids, outros. As hortas comunitárias possibilitam que os trabalhadores aufiram renda provinda da produção. O Governo Municipal participa através da capacitação dos representantes da comunidade, bem como, no fornecimento de mudas com crescimento avançado produzidas em estufa. A renda pode ser indireta com o aproveitamento da produção para consumo próprio, ou então, direta, na venda da produção.
As hortas escolares têm objetivo pedagógico, pois envolve os alunos no processo produtivo, cultivando as hortículas que serão utilizadas no consumo na própria escola na refeição da merenda escolar.
Neste trabalho menciona-se a participação da Secretaria do Comércio, Industria, Serviços e Turismo, SANASA e CEASA/ Campinas.


Implantação de hortas:
1)Horta Comunitária da COHAB, no Residencial Olímpia, para atendimento à 27 famílias, transferidas das áreas de risco das ruas Moscou e Luiza de Gusmão;
2)Horta Terapêutica na Casa de Apoio à portadores de HIV- Grupo da Amizade, Rua Floriano Bueno, no. 91, Jd. São Gabriel;
3)Horta Comunitária, no Casarão do Barão, estrada da Rhodia- Barão Geraldo;
4)Horta Escolar, E.E. Barão Geraldo de Rezende, Centro- Barão Geraldo;
5)Horta Escolar, E.E. Maria Alice Colevatti, Jd. Independência- Barão Geraldo;
6)Horta Escolar, E.E. Roque Magalhães de Barros, Real Parque- Barão Geraldo;
7)Horta Escolar, E.E. Francisco Álvares, Vila Olândia- Barão Geraldo.


Manutenção de hortas:
1)Horta no Internato Jequitibá- FEBEM, Rua José Perina no. 30, Vila Formosa;
2)Horta Terapêutica na UNICAMP à portadores de HIV;
3)Horta Terapêutica na APAE, Rua Amilar Alves no. 537, Ponte Preta;
4)Horta Terapêutica no centro de Saúde Prefeito Antônio da Costa Santos, Rua Silvino de Godoy no. 40, Jd. Conceição;
5)Horta Escolar, na Creche Estrelinha do Oriente, Av. Pastor Vieira no. 31, Jd. Santo Antônio- Dics;
6)Horta Escolar, CEMEI Cristiano Osório de Oliveira, Rua Marechal Hermes da Fonseca no. 146, Jd. Independência- Barão Geraldo;
7)Horta Escolar, E.E. Dora Kanso, Village- Barão Geraldo;
8)Horta Escolar, CEMEI Leonor Orlando Motta Zuppi, próximo a Sub- Prefeitura, Barão Geraldo;
9)Horta Escolar, E.E. José Pedro de Oliveira, em frente ao Cartório de Barão Geraldo, Av. Albino de Oliveira;
10) Horta Escolar, E. E. Castinauta C.B. Mendes Albuquerque, Rua O Oliveira s/no., Jd. Campineiro;
11)Horta na Creche Irmã Ruth – FIRMACASA, Rua Quatro s/n, lote 14, Aparecidinha;
12)Horta Escolar, EMEI Agostinho Pattaro, Estrada da Rhodia, Barão Geraldo;
13)Horta Escolar, instalada no Complexo da ETE Vó Pureza no Jardim São Marcos. Terreno de propriedade da SANASA.

3- ALIMENTO SEGURO
1. Como está organizada a rede de estabelecimentos que preparam refeições no município? (restaurantes comerciais, restaurantes populares, lanchonetes, ambulantes, refeições institucionais ou para coletividades, produção caseira ou artesanal de alimentos, refeições transportadas, etc.)

Existem 5 distritos de Vigilância Sanitária- VISA (Norte, Sul, Leste, Noroeste e Sudoeste) e cada restaurante comercial, lanchonete, comércio generalizado de alimentos, é cadastrado conforme a área de atuação destes distritos. A COVISA, da Prefeitura Municipal, coordena os distritos- VISA. Para pedir a licença de funcionamento, tem que atender a legislação vigente, C.V.S. Portaria 06 de 1999, resolução RDC 216-2004 (que regulamenta os parâmetros para controle higiênico, sanitário em estabelecimentos de alimento) e também, RDC nº 216 de 15 de setembro de 2004 (que regulamenta as boas práticas de serviço de manipulação). No caso dos ambulantes por utilizarem um solo que é publico, respondem junto ao SETEC (autarquia da Prefeitura Municipal), onde é verificado se a área é adequada para a atividade que se quer desenvolver.
O problema é que muitos restaurantes devido às questões financeiras abrem suas portas antes mesmo de solicitar a licença de funcionamento, para após pedir o laudo. Este fato pode acarretar problemas, porque, não se sabe se as estruturas do estabelecimento e as condições higiênicas - sanitárias são adequadas para funcionamento. O estabelecimento sem licença pode ser lacrado.
A visita da VISA para o comércio de gêneros alimentícios não tem data determinada. Existem parâmetros para as visitas: denúncia, vistoria, surto alimentar etc. Segundo o Art. 13 da Portaria C.V.S. no. 16, de 24 de outubro de 2003, estabelece que: “o prazo de validade da licença de funcionamento é de um ano.” No entanto, o parágrafo único determina que: “os estabelecimentos regidos pelo Decreto Federal no. 966/69, referentes a área de alimento, não estão sujeitos a renovação de licença de funcionamento.” Assim o parágrafo único do Decreto Federal no.966/69 contradiz a portaria C.V.S. no.16.
Para cozinha industrial e indústria ou incorporadora de: aditivos para alimento, alimentos com alegações de propriedades funcionais ou de saúde, alimentos irradiados, alimentos para fins especiais, embalagens para alimento, suplementos vitamínicos e minerais, nestes casos a visita da VISA é anual.
2. Existe algum órgão de fiscalização e orientação para a produção de refeições?

Existe orientação para as cozinheiras do Programa de Alimentação Escolar. A VISA também realiza a orientação para a comunidade que comercializa o alimento, principalmente para as áreas mais carentes. A orientação da VISA é feita “in loco”.
3. O município dispõe de algum programa de orientação ao manipulador de alimento?

Há alguns anos existia um curso para a área de manipulação dos alimentos. Porém, a demanda cresceu muito e os técnicos passaram a trabalhar apenas na vistoria. Hoje, fica a cargo do proprietário do estabelecimento, o curso de como manipular os alimentos. Existem cursos no SENAI e na FEA (Faculdade de Engenharia de Alimentos da UNICAMP). Na RDC- 216 de 2004, no capitulo Responsabilidade, item 4.12.2, diz que o responsável pelas atividades de manipulação dos alimentos deve ser comprovadamente submetido a curso de capacitação, abordando no mínimo os seguintes temas: contaminantes alimentares, doenças transmitidas por alimentos, manipulação higiênica dos alimentos, boas práticas.

4. O município dispõe de algum órgão ou programa para orientação sobre rotulagem de alimentos?

Um órgão específico para orientação de rotulagem não tem. O que existe é a legislação vigente que determina os parâmetros que regulamentam os rótulos. Quando falamos de rotulagem, conseqüentemente estamos falando de indústria. A rotulagem é específica para a área industrial. No varejo o produto é vendido direto para o consumidor final. A resolução RDC, no. 259, de 20 de setembro de 2002, regulamenta a rotulagem de alimentos embalados com as informações mínimas obrigatórias. A RDC 360 de 23 de dezembro de 2003 complementa a RDC-259, tornando obrigatória a rotulagem nutricional.

A portaria nº 9 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento obriga o produtor adotar o rótulo nas embalagens que comercializa nos diferentes tipos de comércio (atacado, varejo, venda direta etc). Verifica-se que na Central, parcela de atacadistas estão obedecendo referida portaria).

5. Há acesso a laboratórios de análises e pesquisas sobre a qualidade do alimento?

Sim, há o ITAL, a UNICAMP, que fazem análise de resíduos dos alimentos. Também, há o encaminhamento para o Instituto Adolf Lutz. Estas análises são feitas de acordo com a suspeita de contaminação do alimento, tendo como referências parâmetros físico-quimicos, bacteriológicos ou outros. Num surto alimentar tem que se descobrir qual é o agente (bactéria, fungo) contaminante.
Sobre a qualidade da água, são feitos testes na SANASA, no Adolf Lutz, na Ecosystem. A SANASA possui um laboratório que faz a análise da qualidade da água, referentes a 214 pontos distribuídos na rede. Existe uma rotina de medição da água, onde são monitorados mensalmente os 214 pontos. É feita também a análise da água bruta do rio, onde existem pontos de monitoramento no rio Atibaia (no seu afluente Pinheiro) e no rio Capivari. Estas análises são para cumprir as exigências da portaria 518 de 2004 do Ministério da Saúde, sobre a qualidade da água potável distribuída. Existe, portanto, a análise antes e depois das estações de tratamento de água (ETA).
Há que levar em consideração que a CEASA/Campinas é responsável pelo Programa de Alimentação Escolar onde são alimentadas crianças de 4 meses de idade, daí a importância das análises residuais. Os contratos licitatórios dos gêneros alimentícios adquiridos pelo mencionado Programa estabelece que o fornecedor arca com os preços das análises residuais.

6. Como o município se posiciona frente à questão dos transgênicos? Existe alguma organização que trate deste assunto?

Até o presente momento nos programas de alimentação não se adquiriu produtos transgênicos. O que houve na Gestão Municipal 2001/2004 foi à tentativa de lei, que propunha a proibição dos transgênicos. A EMBRAPA e o Instituto Agronômico estão nesta linha de pesquisa para poderem embasar o procedimento a adotar. Podemos afirmar que o assunto não está na pauta das decisões, pois o presente assunto não ocorreu até o momento atual. Os produtos adquiridos para programas oficiais municipais não são transgênicos.

4- PREVENÇÃO E CONTROLE DOS DESVIOS NUTRICIONAIS DA POPULAÇÃO.
1. O município dispõe de algum sistema de registro de informações sobre o estado nutricional da população. Em caso afirmativo, quais?
Existe um relatório técnico feito pelo Departamento de Medicina Preventiva e Social da UNICAMP, em outubro de 2003, com o titulo de (In) Segurança Alimentar, de autoria da professora Ana Maria Segall Côrrea e equipe, no qual situa a população de Campinas na questão da segurança alimentar e nutricional. Faz um inquérito da base populacional. O relatório conclui que 1/5 da população da cidade experimenta, no seu cotidiano, insegurança alimentar moderada ou grave. O relatório afirma que espera que suas observações, possa servir de base para o acompanhamento das políticas publicas do município de Campinas voltadas para o atendimento da população sob maior risco de insegurança alimentar.
Também, existe o Guia Alimentar da População Brasileira, do Ministério da Saúde, que diz: a população está caminhando para o consumo de alimentos gordurosos e açucarados, isto é, alimentos responsáveis pelas doenças crônicas não transmissíveis (DCNT). Assim, a população, inclusive a campineira, está caminhando para um viés alimentar que não é recomendado. As DCNTs são representadas pela obesidade, diabetes, câncer, hiper tensão arterial etc. “Nas últimas 2 décadas, os brasileiros, tanto os que vivem na cidade como aqueles de áreas rurais, mudaram seu padrão alimentar, reduzindo o consumo de frutas, legumes e verduras e elevando de alimentos e bebidas com alto teor de gordura e açúcar e ou sal.”
Pesquisadores da UNICAMP criaram um “site”, o Portal Alimenta, com a finalidade de mapear a fome no Brasil por grupos da população de maior risco e por áreas geográficas do município. O “site” tem como objetivo gerar informações padronizadas de cada município brasileiro para obter um diagnóstico nacional da segurança alimentar. Em Campinas, segundo reportagem do Correio Popular, dia 10 de março de 2006, na pesquisa com metodologia realizada pela professora Ana Maria Segall Côrrea, coordenadora da Rede Alimenta, apontou que em 2004, a insegurança alimentar atinge 400 mil pessoas na cidade. Em Campinas 40% da população, segundo a pesquisa, vivem, com algum nível de insegurança alimentar. A insegurança moderada e grave (que inclui restrições importantes da quantidade dos alimentos para adultos e crianças da família) está em torno de 20%, o que é considerado alto por especialistas.

2. O município dispõe de algum sistema de registro de informações sobre o consumo alimentar da população. Em caso afirmativo, quais?

O relatório técnico citado na questão anterior fala sobre isto.

3. Como é a estrutura de atenção à saúde do município? (unidades de saúde da família, Unidades Básicas de Saúde, ambulatórios, assistência domiciliar, hospitais e outros).

Em Campinas existem 5 Distritos de Saúde (Norte, Sul, Leste, Noroeste, Sudoeste). Cada distrito tem um coordenador, que responde pela Secretária de Saúde. Os distritos têm tanto a função de atenção à saúde como também, a parte de vigilância à saúde. Cada distrito tem um número de Unidades Básicas de Saúde, que trabalham segundo o Programa de Saúde da Família.
Além das unidades básicas de saúde (47), existem as unidades de referência: CAPS- Centro de Atenção Psico Social (Estação, Integração, Leste, Novotempo, Sul, David Capistrano da Costa Filho); CEVI -Centro de Vivência Infantil; CRIAD- Centro de Referência e Informações sobre Álcool e Drogas; CRAISA- Centro de Referência de Atenção Integral à Saúde do Adolescente; CENDOR- Centro de Reabilitação Física e Doenças Reumáticas; CRST- Centro de Referência em Saúde do Trabalhador; COAS/CTA- Centro de Orientação e Apoio Sorológico; AMDA –Ambulatório Municipal de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids e ADT- Serviço de Atendimento Domiciliar para Aids; Centro de Lactação- Banco de Leite Humano de Campinas; Policlínica II; Policlínica III.
O sistema de urgência e emergência do SUS de Campinas integra a seguinte rede hospitalar: Hospital das Clínicas, da UNICAMP, Hospital e Maternidade Celso Pierro, da PUCCAMP, Hospital Albert Sabin (demanda referenciada), Maternidade de Campinas (demanda referenciada) e os serviços municipais: Hospital Municipal Dr. Mario Gatti; Pronto Atendimento Anchieta, Pronto Atendimento São José, Pronto Atendimento Ouro Verde, SAMU- Serviço Médico de Urgência- ambulatorial.
Há outras unidades de saúde: Ambulatório do CEASA, Botica da Família, Centro de Controle de Zoonoses; CETS-centro de Educação do Trabalhador de Saúde, Serviço de Atendimento Domiciliar.
Registra-se inúmeros hospitais e clínicas, particulares.

4. Como é o sistema de ensino no município?

No município de Campinas segundo a Secretaria Municipal de Educação, Departamento de Apoio à Escola-Coordenadoria de Nutrição, as unidades escolares municipais, estaduais estão descritas na tabela a seguir:

Unidades Educacionais e Alunos por Região – 2005

































CEMEI – Centro Municipal de Ensino Infantil
EMEI – Escola Municipal de Ensino Infantil
EMEF – Escola Municipal de Ensino Fundamental
E.E. – Escolas Estaduais
Além das unidades estaduais e municipais, o município de Campinas também conta com 74 escolas particulares autorizadas pela Secretaria Municipal de Educação, várias Universidades (UNICAMP, PUCCAMP, UNIP, USF) e Unidades do SESI, SENAI, SENAC e SESC.

5. O programa de alimentação do escolar desenvolve alguma atividade de promoção e prevenção aos desvios nutricionais?

Existe uma equipe técnica no Programa de Alimentação Escolar composta por 11 nutricionistas. Uma das funções destas nutricionistas é a composição de cardápios devidamente equilibrados, quanto à questão calórica e protéica. Os cardápios abrangem diferentes faixas etárias, de 4 meses à idade adulta. São em torno de 20 cardápios. Portanto, as crianças que estão incluídas neste Programa têm uma alimentação devidamente balanceada. Por sua vez há crianças que não conseguem fazer parte deste Programa por falta de vagas; acredita-se que estas crianças apresentam desvios nutricionais.

6. O município tem instituições de assistência à gestante, à criança, ao adolescente, ao idoso, ao enfermo, às famílias carentes? Em caso afirmativo, relacione-as.

São 132 Entidades Atendidas pelo Banco de Alimentos desde sua criação até dezembro de 2004.





























































































































































































7. O município dispõe de programas de promoção do aleitamento materno?

Existe no município de Campinas, o Comitê Municipal de Apoio e Incentivo à Amamentação, que envolve a Secretaria da Educação (Coordenadoria de Nutrição e CEASA) e Secretária da Saúde (representantes dos 5 distritos de saúde e do Banco de Leite da Maternidade de Campinas). O objetivo do comitê é promover ações de incentivo ao aleitamento materno. Do dia 22 a 26 de maio de 2006 foi realizado a I Semana Municipal de Aleitamento Materno. Esta semana foi comemorada pela primeira vez em 2006 embora seja instituída pela Lei no. 11.569 de 09 de junho de 2003.
Hoje, o trabalho deste comitê está focado no Projeto Amigos da Amamentação. Trata-se de um incentivo e conscientização para as gestantes, no momento que vão fazer o exame pré- natal nos distritos de saúde, sobre a importância do aleitamento materno. O aleitamento materno deve ser exclusivo nos 6 primeiros meses de vida do bebê e até os 2 anos com refeição complementar.
O Projeto Amigos da Amamentação será lançado em 5 CEMEI –pilotos, e está previsto para ocorrer depois da I Semana Municipal de Aleitamento Materno. O Banco de Leite fica na Maternidade de Campinas e recebe doações de toda a região de Campinas (Valinhos, Vinhedo, Paulínia, Sumaré e outras cidades). Profissionais do Banco de Leite vão até as casas das mães dispostas a doar, orientam como deve ser a coleta e armazenamento e recolhem o leite.
O que se percebe é que depois do 4º. mês de vida do bebê, quando a mãe o matricula na CEMEI (creche municipal) e está apta a voltar ao trabalho, às vezes cessa a amamentação. Campinas registra baixo índice de amamentação, principalmente no momento em que mãe retorna ao trabalho. Para isto, o projeto Amigos da Amamentação visa a criação do Cantinho da Amamentação, isto é, disponibilizar nos CEMEI um local tranqüilo para que mãe possa amamentar o filho, enquanto o mesmo permanece na unidade escolar. Na impossibilidade da mãe ir até o CEMEI amamentar seu filho, o projeto capacitou profissionais das Unidades de Saúde e dos CEMEIs para orientar esta mãe a coletar, armazenar e transportar seu leite de forma segura, e o mesmo ser oferecido ao bebê enquanto permanece na CEMEI.
O Departamento de Alimentação Escolar da CEASA Campinas tem um projeto chamado Alimentação Saudável no 1º. Ano de Vida nas CEMEIs de Campinas, cujo objetivo é fazer a transição do aleitamento materno para outros alimentos de maneira gradativa e planejada, dada a importância da alimentação nesta fase do desenvolvimento.

8. Que outros programas o município dispõe para prevenção e controle das doenças ligadas à alimentação? (desnutrição, obesidade, hipertensão, etc.).

Em relação a desnutrição infantil, no município de Campinas em 2004, numa população de 82.696 crianças (de 0 até 5 anos incompletos), 1.878, ou seja, 2,2%, apresentavam desnutrição protéico –calórica grave. Em 2005 encontramos o índice de 1,9%, com 1.640 crianças subnutridas, um índice considerado pequeno se comparado ao Brasil como um todo. Este índice baixou de um ano para o outro devido ao programa de acompanhamento da puericultura que vem a ser o acompanhamento regular da criança em consultas com o pediatra ou generalista do PSF (Programa de Saúde da Família). As consultas são realizadas nas UBS (Unidades Básicas de Saúde).
Quando é detectado que a criança tem uma alteração de peso e estatura, ela entra num programa de consultas regulares, acompanhamento, encaminhamento desta família para o serviço social, para a família receber um algum tipo de renda suplementar, participar de programas de transferência de renda, trabalhos disponíveis, outros. Algumas desnutrições são específicas por que tem uma patologia, mas às vezes são causadas por problema alimentar (a criança não come), condição gerada porque não se tem dinheiro para comprar comida. A Secretaria de Promoção Social dá suporte para estas famílias carentes.
Existem critérios para desnutrição: aguda, crônica etc., que estão em sintonia o acompanhamento linear da criança, constantemente avaliada. Uma criança pode ser magra, mas existem critérios para isto, para definir até quando ela é magra e até quando é desnutrição. A desnutrição pode ter várias causas, é necessário fazer um diagnóstico. Pode ser um problema de não comer direito, comer pouco, comer errado ou problema de saúde com doenças crônicas que levam à desnutrição.
Quanto à obesidade (síndrome metabólica) presume-se que hoje ela representa um problema maior do que a desnutrição. É mais fácil lidar com o desnutrido do que com o obeso. Trata-se da pessoa que come muito, e também come errado. A obesidade está relacionada com a diabete, hipertensão arterial e outras doenças. O tratamento da obesidade exige o acompanhamento da família (PSF), pois o hábito não é só de uma pessoa, mas aquelas que compõem a família. Nas Unidades Básicas de Saúde as crianças que possuem este problema têm acompanhamento médico para verificar a eficiência do tratamento.
A hipertensão arterial, pressão alta, possui relação direta com a obesidade, podendo ser considerada na grande parte dos casos causa da obesidade.
Reforça-se o conteúdo do Guia Alimentar da População Brasileira que preconiza o combate principal a estas doenças através da alimentação correta, valorizando as frutas, legumes e verduras.

5- EDUCAÇÃO NUTRICIONAL E INFORMAÇÃO AO CONSUMIDOR

1. Que referências históricas o município tem sobre a formação do hábito alimentar da sua população?

Verifica-se na história brasileira que as mudanças de hábitos alimentares foram influenciados pelos seus colonizadores. Tem-se, assim, a influência portuguesa associada aos hábitos de alimentação local. No século 20 diversas raças que vieram para o Brasil trouxeram seus hábitos alimentares que foram adaptados àqueles brasileiros, proporcionando conforme o local considerado, certas especificidades alimentares. Pode-se, portanto, afirmar que a comida é uma arte combinatória. Campinas não foge a esta realidade.

No entanto, o que se observa nas últimas 2 décadas, são mudanças significativas nos hábitos alimentares. A alimentação era fundamentada em produtos sadios, ou seja, alimentos básicos , valorizando os produtos vegetais e a complementação de produtos animais nas refeições. Este hábito vem dando lugar aos produtos com composição gordurosa e açucarada, motivados, principalmente, pelas indústrias alimentares, através da mídia, influenciando prioritariamente aquelas pessoas em faixas etárias de menor idade.

Há, portanto, um desafio a enfrentar na busca de uma alimentação saudável que propicie qualidade de vida, sendo o ato alimentar fundamental para este alcance.

2. Há no município alguma atividade voltada à educação nutricional, seja de iniciativa pública ou privada?

Sim. Várias entidades públicas e privadas atuam na educação nutricional junto à população. Dentre as instituições públicas podemos citar a Secretaria Municipal da Saúde, Secretaria Municipal de Educação (Coordenadoria de Nutrição), CEASA/Campinas. Estas entidades atuam no Programa de Alimentação Escolar em termos educativos com equipe técnica devidamente capacitada.
O Programa do Selo de Qualidade no sentido de atuar junto aos estabelecimentos comerciais visando a implantação de normas sobre a qualidade dos alimentos servidos ao público constitui outra atuação do setor público.
Em relação às entidades privadas ressaltamos os trabalhos realizados pelo SENAI que com equipe própria vem capacitando a população, principalmente a carente, quanto ao aproveitamento integral dos produtos alimentares servidos nas refeições. Trata-se de um equipamento móvel que percorre os bairros do município, oferecendo todas as condições para capacitação das pessoas interessadas.

3. Como é a mídia local? (rádio, jornal, TV)

Inúmeras redes de rádio AM e FM, as TVs locais (EPTV-Globo, TVB-SBT, BAND, Rede Família), TVs a cabo, 2 jornais diários (Correio Popular e Diário do Povo, ambos pertencentes à Rede Anhanguera de Comunicação), provedores de Internet e vários jornais de bairros.

4. O município dispõe de algum segmento preocupado com a informação ao consumidor? (mídia local, ONG, órgão público, etc.)
Sim, a mídia local está disponibilizada para prestar esclarecimentos e informações importantes ao consumidor. O Procon libera cartilhas.

5. O município dispõe de algum órgão destinado à defesa do consumidor?

Sim, o Procon

Exploração
Area (ha)(1)
Produção (t) (2)
Valor Produção (R$)(3)
Cana-de-açúcar 2.538,0 190.350 3.079.863,00
Milho 1.638,0 7.862 1.092.874,00
Café
1.089,0
1.115
3.437.660,00

Goiaba

232,0
2.350 1.716.040,00
Uva
226,0
1.406
1.674.080,00
Alface 224,0 4.368 1.747.200,00
Feijão 128,0 153 105.267,00
Abobrinha 125,0 1.875 918.750,00
Couve 114,0 684 1.162.800,00
Figo 112,0 1.547 3.095.960,00
Chicória 105,0 1.887 660.765,00
Mandioca 101,0 1.262 353.500,00
Manga
96,0
1.593
2.421.725,00
Abacate 80,0
1.197
407.286,00
Banana 62,0 2.429 259.684,00
Laranja 59,0 1.261 102.621,00
Tomate 50,0 2.500 852.000,00
Arroz
46,0
82.800 21.404,00
Berinjela 46,0 1.743 815.547,00
Caqui 41,0 732 461.621,00
Couve-flor 40,0 432 155.520,00
Soma 1
7.152,0
309.546
24.542.167,00
Eucalipto 3.895,0 124.544 934.080,00
Soma 2 3.895,0 124.544 934.080,00
Soma 3 (1+2) 11.047,0 434.090 25.476.247,00
Soma 4(10% s/3) (4) 1.104,7
43.409 2.547.624,70
Total 12.151,7 477.499 28.023.871,70

Exploração

Nº Cabeças(1)
Produção(2)
Valor Prod. (R$)(3)
Bovino Corte 12.259 55.165@ 1.430.428,00
Bovino Leite 9.585 4.831.505 l 1.546.081,00
Bovino Misto 4.472 20.124@ 521.815,00
Aves Corte 273.063 600.738 Kg 444.546,00
Aves Postura 214.058 3.853.044 dz. 2.543.009,00
Suínos 7.430 33.435@ 710.159,00
Soma 1 520.867 --- 7.196.038,00
Soma 2 (10% s/1) (4) 52.086 --- 719.603,80
Total 572.953 --- 7.915.641,80
1.3) Outras Explorações Animais

Tipo

Área (ha)
Cultura Perene 2.143,3
Cultura Semiperene 2.653,3
Cultura anual 2.573,1
Pastagem Natural 12.083,8
Pastagem Cultivada 8.197,0
Reflorestamento 4.015,8
Vegetação Natural 2.004,4
Área Inaproveitada 2.587,9
Área Inaproveitável 653,6
Área Complementar 2.354,8
Área Total 39.267,0 (1)
1.4) Ocupação do Solo
Fonte: (1) Projeto Lupa – CATI / IEA / SAA
(2) Instituto de Economia Agrícola / CATI / Ceasa-Campinas / Departamento de Ciências Florestais ESALQ-USP
(3) Dados Básicos do IEA e da CATI (Preço médio 97/98), Ceasa-Campinas (Preço médio 98), Revista Circuito
Agrícola (97), Jornal o Estado de São Paulo (98)
(4) Referente à estimativa das explorações que não constam no Quadro
Fonte: (1) Projeto LUPA – CATI / IEA / SAA
(2) Instituto de Economia Agrícola / CATI
(3) Dados básicos do IEA e da CATI (Preço médio 97/98)
(4) Referente à estimativa das explorações que não constam no Quadro
Fonte: SAA / CATI – Projeto LUPA 1996
(1) Não contempladas as chácaras de recreio da área rural

Tipo

Área (ha)
Cultura Perene 2.143,3
Cultura Semiperene 2.653,3
Cultura anual 2.573,1
Pastagem Natural 12.083,8
Pastagem Cultivada 8.197,0
Reflorestamento 4.015,8
Vegetação Natural 2.004,4
Área Inaproveitada 2.587,9
Área Inaproveitável 653,6
Área Complementar 2.354,8
Área Total 39.267,0 (1)
1.2) Animais
Fonte: SAA / CATI – Projeto LUPA 1996

Programa

Gestor
Valor Pago
Nº Atendidos
Renda Mínima Município Média de R$ 125,00
3.118 famílias
Renda Cidadã Estado R$ 60,00
1.000 famílias
Bolsa Família Governo Federal R$ 15,00 a R$ 95,00
11.945 famílias
(+ 2.281 BES)
Jovem.com Município R$ 150,00
400 jovens
Ação Jovem Estado R$ 60,00
2.300 jovens
Agente Jovem Governo Federal R$ 65,00

245 famílias
(312 crianças/adolescentes)
PETI Município (com recursos das 03 esferas de governo) R$ 180,00 60 famílias
(90 adolescentes)
Convivência e Cidadania Município R$ 180,00 719.603,80
BPC Governo Federal 01 sm 8.300 pessoas
Regiões
Leste
Sudoeste
Noroeste
 
Nº U.Es
Nº Alunos
Nº U.Es
Nº Alunos
Nº U.Es
Nº Alunos
CEMEI
7
889
17
4.950
11
2.351
EMEI
16
2.385
23
3.694
11
1.842
EE
31
15.244
36
23.656
19
13.111
EMEF
3
1.505
9
8.801
5
5.000
J.A
25
829
30
1.785
23
941
NÚCLEOS
4
270
40
292
2
142
CENTRO SUPLETIVO
2
402
-
-
-
-
ENTIDADE FUND.
1
180
-
-
-
-
ENTIDADE CEMEI
-
-
-
-
1
104
Total 89 21.704 119 43.178 72 23.491
Regiões
Norte
Sul
Total
 
Nº U.Es
Nº Alunos
Nº U.Es
Nº Alunos
Nº U.Es
Nº Alunos
CEMEI
13
2.251
14
2.664
62
13.105
EMEI
15
3.071
25
4.417
90
15.409
EE
35
17.617
35
19.378
156
89.006
EMEF
5
3.891
17
11.517
39
30.714
J.A
35
1.141
36
1.597
156
6.293
NÚCLEOS
1
69
5
320
16
1.093
CENTRO SUPLETIVO
-
-
1
294
3
696
ENTIDADE FUND.
-
-
-
-
1
180
ENTIDADE CEMEI
-
-
-
-
1
104
Total 104 28.040 133 40.187 524 156.600
Fonte: Educação Básica (CEMEI/EMEI/EMEF/Centros Supletivos/Entidades), Assistência Social (Núcleos), Diretorias de Ensino (E.E.), Coordenadoria Jovens e Adultos (J.A)
1
A Casa da Mãe Pobre
2
Aprendizado Doméstico Santana
3
Armazém da Solidariedade - Sec. Ass. Social/Roupas
4
Assistência Social da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus
5
Assistência Vicentina Frederico Ozanam de Campinas – Lar das Senhoras Idosas
6
Associação Batista de Ação Social de Campinas – ABASC
7
Associação Beneficiente Salém
8
Associação Beneficiente da Boa Amizade
9
Associação Beneficiente Campineira
10
Associação Beneficiente Direito de Ser
11
Associação Beneficiente dos 13 Pais - Lar da Criança Feliz
12
Associação Beneficiente e Assistencial Madre Cândida – ABAMAC
13
Associação Beneficiente Pe. Israel Martinez Sossa
14
Associação Casa de Apoio Santa Clara
15
Associação de Apoio a Portadores A.I.D.S – Esperança e Vida
16
Associação de Assistência Bem Me Quer
17
Associação de Assistência Social São João Vianney
18
Associação de Educação do Homem do Amanhã – Guardinha
19
Associação de Pais e Amigos da Criança com Câncer e Hemopatias – Apacc
20
Associação de Pais e Amigos de Surdos de Campinas – APASCAMP
21
Associação do Pão dos Pobres de Santo Antonio
22
Associação dos Amigos da Criança - Amic Monte Cristo
23
Associação dos Amigos da Criança – Amic
24
Associação dos Benfeitores e Amigos de Meninos Bailarinos e Atores – BAMBA
25
Associação Espiríta Lar Caminho da Verdade
26
Associação Evangélica Assistencial - A.E.A
27
Associação Fraterna de Apoio Global a Adolescência e Infância – AFAGAI
28
Associação Nazarena Assistencial Beneficiente – ANA
29
Associação para Desenvolvimento dos Autistas de Campinas – ADACAMP
30
Associação Presbiteriana de Ação Social – APAS
31
Associação Projeto Quero – Quero
32
Associação Promocional de Oração e Trabalho – Casa Jimmy/Pe. Haroldo
33
Associação Terapêutica Cristã
34
ASEC- Assistência Social Evangélica de Campinas
35
Cáritas Arquidiocesana de Campinas
36
Casa da Criança – Meimei
37
Casa da Criança de Souzas
38
Casa da Criança Luz do Amanhecer
39
Casa da Criança Paralítica de Campinas – Associação Campineira de Recuperação da Criança Paralítica
40
Casa da Criança Vovô Nestor
41
Casa da Sopa
42
Casa de Apoio - Grupo de Amizade
43
Casa de Maria de Nazaré
44
Casa de Repouso Bom Pastor
45
Casa dos Menores de Campinas
46
Centro Assistencial Candida Penteado de Queiroz Martins - Creche Santa Rita de Cássia
47
Centro Assistencial Cristo Te Ama
48
Centro Assistencial Lírio dos Vales
49
Centro Assistencial Romília Maria
50
Centro Comunitário da Criança do Pq. Itajaí e Região
51
Centro Comunitário Irmão André – Cecoia
52
Centro de Controle e Investigação Imunológica Dr. A C Corsini
53
Centro de Educação e Assessoria Popular – CEDAP
54
Centro de Educação Especial Síndrome de Down
55
Centro de Estudos e Promoção da Mulher Marginalizada – CEPROMM
56
Centro de Formação Semente da Vida
57
Centro de Orientação Familiar
58
Centro Educacional de Assitência Social Menino Jesus de Praga
59
Centro Educacional Integrado – CEI
60
Centro Espírita Allan Kardec - Gustavo Marcondes/ Mãe Luiza/ Humberto Campos
61
Centro Infantil I. H. Dr. Boldrini
62
Centro Promocional Nossa Senhora da Visitação
63
Centro Promocional Tia Ileide
64
Centro Regional de Atenção aos Maus Tratos na Infância – CRAMI
65
Centro Social Bertoni
66
Centro Sócio Educativo Semente Esperança
67
Comunidade Nossa Senhora de Aparecida
68
Congregação das Filhas de Nossa Senhora da Misericórdia
69
Conselho Comunitário de Campinas
70
Creche Casa da Criança Caminho Feliz
71
Creche Casa Jotinha
72
Creche Estrelinha do Oriente
73
Creche Ilce da Cunha Henry
74
Creche Irmã Maria Ângela – Leima
75
Creche Lar Ternura
76
Distrito de Saúde Leste – COMSEA
77
Escola Salesiana São José – Centro Profissional Dom Bosco – Oratório
78
Externato São João
79
Fundação Bezerra de Menezes
80
Fundação Gerações – Creche Adélia Correia Zorning
81
Fundação Irmã Ruth de Maria Camargo Sampaio – FIRMACASA
82
Fundação Orsa
83
Fundação Síndrome de Down
84
Grupo Comunitário Criança Feliz
85
Grupo de Oração Esperança - GOE
86
Grupo dos Servidores Léa Duchovini de Campinas
87
Grupo Espiríta Cairlar Schutel - Creche Mãe Cristina
88
Grupo Espírita Irmão Vicente
89
Grupo Espírita Socorrista Auta de Souza
90
Grupo Primavera
91
Instituto Assistencial Dias Cruz
92
Instituto Campineiro dos Cegos Trabalhadores
93
Instituto de Educação Especial Recriar – IEER
94
Instituto de Menores Dom Nery
95
Instituto de Pedagogia Terapêutica Profº Norberto Souza Pinto
96
Instituto Educacional Evangélico p/ Deficientes Auditivos
97
Instituto Educacional Profª Maria do Carmo Arruda Toledo
98
Instituto Souza Novaes
99
Lar dos Velhinhos de Campinas
100
Lar Escola Jesus de Nazaré
101
Lar Escola Nossa Senhora do Calvário
102
Lar Evangélico Alice de Oliveira
103
Lar Promoção dos Jovens
104
Liceu Salesiano Nossa Senhora Auxiliadora
105
Maria luiza Hartzer
106
Missão Caminho para Liberdade
107
Movimento Assistencial Espiríta Maria Rosa – Sopa do Grameiro
108
Núcleo Assistencial e Educacional da Criança e do Adolescente – NAECA
109
Os Seareiros – Casa de Jesus
110
Projeto Gente Nova
111
Pró-Visão Sociedade Campineira de Atendimento ao Deficiente Visual
112
Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV-AIDS
113
S.O.S Adolescente
114
Seara Espírita Joana D'Angelis
115
Secretaria da Saúde
116
Secretaria de Assistência Social - p/ desabrigados de Souzas, provenientes de Temporal
117
Serviço de Promoção Social da Paróquia de São Paulo Apóstolo – Creche Cenáculo
118
Serviço de Saúde Dr. Cândido Ferreira
119
Serviço Social Nova Jerusalém
120
Serviço Social Presbiteriano Ebenézer
121
Serviços Beneficentes Sociais Adventistas de Campinas – DORCAS
122
Sociedade Agostiniana de Educação e Assistência
123
Sociedade Brasileira de Pesquisa e Assistência para Reabilitação Craniofacial-SOBRAPAR
124
Sociedade Caritativa e Educacional São Jerônimo
125
Sociedade Civil Carmelitas da Caridade - Centro Assistencial Vedruna
126
Sociedade das Filhas de Nossa Senhora do Sagrado Coração - Casa Madre Anastácia/Maria Luiza
127
Sociedade Educativa de Trabalho e Assitência – S.E.T.A
128
Sociedade Pestalozzi de Campinas
129
Sociedade Pró-Menor Barão Geraldo
130
Sociedade São Vicente de Paulo – Vicentinos
131
Sociedade Feminina de Assistência à Infância – Creche Bento Quirino
132
União Cristã Feminina