Pigna/IT

 

 

Índice

1. Introdução
2. População e atividade econômica
3. História
4. Território e ambiente
5. Atividade agrícola
6. Produtos típicos
7. Projetos
8. Pigna e a Monunità Montana Intermédia
9. Diagnóstico
10. Bibliografia

1. Introdução
Pigna está situada no centro da alta Val Nervia e constituída por dois centros habitados tipicamente do medieval, a cidade principal e o distrito de Buggio.
Localiza-se a 280m sobre o nível do mar e com uma extensão territorial de 5366 hectares em território italiano e 1316 em território francês no município de Saoge em conseqüência do tratado de paz de 1947.
A formação das estradas e dos quarteirões de Pigna está extremamente ligada às características físicas do território, seja às diretrizes itinerárias que nela convergem.
Também as dimensões sócio-políticas desta região fronteiriça interagem na formação da sua paisagem urbana, resultando até hoje bem legíveis nas imagens da arquitetura sintetizada as relações seculares passadas entre a estrutura social e espaço construído.
A localização estratégica do castelo no pico do promontório na represa do vale representa a principal motivação original da instalação da cidadezinha. Além do que a matriz fundamental das articulações itinerárias que guiaram no tempo o seu crescimento civil na diversificação das XXX funcionais e sociais do complexo urbano.
Na praça Castello, sede da desaparecida fortaleza, pode-se portanto demarcar o núcleo mais antigo, como também está comprovado pelos caracteres das arquiteturas que sobraram, evidenciadas pelo acabamento de pequenos arcos pendentes de estilo góticos na composição do edifício pela tipologia e pela data os componentes de enfeito menor como portais, sobre portas, escadas,arcos, pórticos e assim por diante.
A atividade econômica atual está ligada à agricultura tradicional, unida à redescoberta de cultivos típicos, em estreita relação com a salvaguarda das tradições do vinho e da gastronomia e da cultura local.
Entre os serviços da Prefeitura podemos destacar:
1. Creche, primário, ginásio, situadas no edifício Isnardi In Corso Isnardi. (a merenda escolar atual é administrada pela prefeitura);
2. Asilo Residenza Protetta L. Isnardi;
3. Aquadeduto municipal.

2. População e atividade econômica
Em 1500 a população de Pigna e Buggio era aproximadamente de três mil habitantes, essencialmente agrícola, pastores, criadores. Uma parte menor, porém significativa, era constituída por comerciantes e artesões. A prova: nos estatutos atuais que remonta a tal época, em total de mais de trezentos e quarenta, uns trinta artigos fazem referência a atividades dos proprietários de moinhos, açogueiros, proprietários de tabernas e arrendadores.
Havia muitos rebanhos de ovinos e caprinos, tropas e cabeça de gado usados como transporte dos produtos agrícolas e para arar o solo. Plantava-se trigo, cultivavam-se oliveiras, a produção de óleo alcançava interessantes quantidades. Os bosques eram usados periodicamente para a produção de carvão e os bosques de coníferas para a de lenha. Havia também muitas atividades artesanais ligadas mundo agrícola: moinhos, prensas, ferreiros, tanoeiros, etc.
No final de 1800, mais precisamente 1871, a gente do lugar é 3515. No povoado a atividade artesanal e comercial contribui para manter as bases de uma sociedade dinâmica que vive na autarquia.
A partir deste motivo começa o declínio demográfico. Realmente, registra-se uma diminuição da população residente de acerca de 10% a cada década e, infelizmente, perdura ate os nossos dias não obstante os vários projetos de desenvolvimento sustentáveis promovidos pela prefeitura.
A população de Pigna em 1981 era de 1221 habitantes (cidade principal 1037, distrito de Buggio 184).
Em 1991, a população era de 1055 dos quais 918 na cidade principal e 137 no distrito de Buggio. Segundo um estudo realizado pelo Instituto Ligure de pesquisas econômicas e sociais em 1994, esta queda (-13,6%), mais elevada em relação a outros municípios da Val Nervia, deve-se à distância do litoral e falta de oportunidade de trabalhos alternativos ou complementares à agricultura tornando problemática a permanência no lugar.
As taxas de nascimento e de mortalidade refletem as dinâmicas das áreas montanhosas sujeitas a relevante êxodo com taxas de nascimento muito baixas e elevadíssimos índices de mortalidade determinados pelo envelhecimento e também pela forte incidência de população anciã (taxa de nascimento = 3.69, taxa de mortalidade = 2.15).
O último dado que temos sobre a população de Pigna refere-se ao ano de 2003. A população residente era de 924:
- nascidos vivos = 3, mortos =25
- os registrados total =39 dos quais 18 estrangeiros
- dados baixas total = 18 dos quais 2 para o exterior
No dia 31-12-2003 a população residente total era de 923.
Este êxodo, principalmente de modo sazonal, também para o exterior (Pincipado de Mônaco, França, Inglaterra) deve-se à necessidade de outras fontes de ganho devido à impossibilidade de viver exclusivamente da atividade agrícola; os terrenos são quase abandonados ou são cultivados, nas culturas tradicionais, limitadamente para satisfazer as necessidades familiares. Conseqüentemente desapareceram as atividades artesanais unidas à agricultura.

Estes dados põem em destaque dois fenômenos de base que definem – em medida mais ou menos marcada – as áreas internas da Ligúria: o progressivo êxodo das zonas montanhosas e o contextual, elevado envelhecimento dos moradores.
Contudo se destaca o fato que nestes últimos anos desenvolveram-se com boas prospectivas para o futuro, floricultura ornamental mesmo em estufa, alguns viveiros de plantas floreais e também alguns pomares.
Permanecem com eficiência algumas atividades artesanais, principalmente nos campos da marcenaria e têxtil.
Nos meses de maio a outubro funciona um estabelecimento termal, com anexa piscina de água sulforosa.
Pigna hoje é freqüentada por um turismo de massa. Há muitas pessoas que aqui compraram uma velha habitação no centro histórico, reformaram-na e vão passar o fim de semana ou as férias anuais.

3. História
A história de Pigna como núcleo habitado centralizado, tem início entre os séculos XII e XIII, com a construção do castelo dos Condes de Ventimiglia, em uma posição particularmente importante como ponto de passagem pela estrada Ventimiglia (pron.ventimilha)-Triora, e no importante eixo de estrada, (Sanremo, Baiardo, Catesvittorio, Pigna, Saoge) que ligava o litoral com o interior Piemontese e Nizzardo.
No território de Pigna foram encontrados vestígios da presença humana desde época pré-histórica, no tempo dos romanos a população fazia parte de um povoado do município de Albintimilium (Ventimiglia). O município Toraggio (pron. toradjjo) que domina o vale de Pignae reflita talvez um pré-romano Turrabullum, demonstram a antiguidade do habitat permanente no território de Pigna. Perto da igreja Benedettina de S. Tommaso surgia um povoado romano ou alto medieval, certamente anterior à construção do castelo.
Indo mais para o monte, em direção de Pigna – Castelvittorio, encontra-se a antiga igreja de Santa Maria de Nogareto a única paróquia cristã da Alta Val Nervia. Ela surge perto de um olho de água termal, que deu o nome ao lago que está abaixo, Lago Pigo: lacus putidus. Um outro pequeno forte surgia na localidade Argeleu, onde se conservam os restos do castelo. O povoado de Pigna, na sua parte mais ântica reflete as estrutura do castelo feudal: um amplo muro que compreendia no seu circuito o castelo do conde (a atual praça Castello: In la Cola) e as casas dos consortes ao redor, enquanto o espaço vazio remanescente, até os pés do castelo perto do riacho sazonal Nervia (o atual Pecaster), servia de refúgio aos habitante do campos durante os ataques inimigos. No século XIII Pigna passa ao poder dos condes de Provenza. A população dos consortes, soldados e camponeses se organizavam em modo comum. No século XIII o município, estipula convenções com os municípios confinantes, (Castevittorio, Triora, Apricale, Dolceacqua, Saorge e Briga), para as áreas pastorais indivisíveis. Entre a metade do século XIII e a do XIV a alta Va Nervia foi atormentada por lutas cruentas; o conflito mais longo entre o reino de Povenza e a república de Genova. Pigna sofreu particularmente, até 1365 um tratado de paz assinado perto do Lago Pigo pôs fim às hostelidades.
Em 1388 o governador de Provenza, cede estas terras a Amedeo VII conde de Savoia: um documento de 1388, conservado no arquivo municipal, registra os bens públicos da população, feito pelos enviados do novo senhor. Remontam ao Medieval cinco lugares de culto do território de Pigna: a igreja do convento de S. Tommaso, fundada no século XII pelos benedettini e provavelmente a filiação de S. Michele de Ventimiglia – la igreja paroquial de S. Michele – onde foi colocado o grandíssimo Poliptico de G. Canavesio (1500) – o santuário da Nossa Senhora do Passoscio, a Capela Rural de São Lourenço e a Igreja de São Bernardo, onde é visível o importante ciclo de afrescos de Gcanavesio (1482).

4. Território e ambiente
O território do município de Pigna apresenta uma área de montanha e ocupa a maior parte do alto Val Nervia. Ele inclui dois centros habitados, a cidade principal e o distrito de Buggio.
O riacho não perene Nervia o atravessa de nordeste a sudeste, em uma altitude de 300 – 200 metros do nível do mar. Os cumes dos montes na encosta setentrional do vale constituíram o divisor de águas com a região do Piemonte e atinge ou superam 1500 metros de altitude.

O vale tem encostas em declive e ásperas, o fundo do vale se alarga levemente somente nas proximidades da cidade principal. A encosta voltada para o norte é coberta de bosques de castanheiras e de carvalhos, até a uma certa altura. A encosta oposta é cultivada. Nos trechos mais declinados prevalece a oliveira, enquanto nas encostas mais amenas, terraços artificiais que se encontram a uma altura media de 500 – 600 metros, encontra-se o terreno cultivável de árvores e videiras.
Estas zonas constituem as áreas de cultivação mais antigas e foram provavelmente destinadas à cultura desde a época romana.
Além da parte central, compacta, o território do município de Pigna compreende também duas “ilhas”: o monte Gordale, circundado pelo território de Castel Vittorio e o monte Comune, inserido no território de Isolabona. Estas ilhas são o fruto de duas divisões do território intermunicipal que aconteceram respectivamente em 1476 e 1356.


5. Atividade Agrícola
No município de Pigna existem 229 fazendas das quais 227 são tocadas pelo cultivador. 194 destas fazendas usam mão de obra exclusivamente familiar, 27 com mão de obra familiar e somente 6 com mão de obra extra-familiar. Apenas 2 fazendas são tocadas com assalariados.
A superfície total das fazendas é de 4149,98 hectares, portanto o equivalente a 77,3% do território municipal. Um dado interessante concernente ao trabalho direto do cultivador em administrar a fazenda, que utiliza 328,61 hectares contra 3821,37 hectares com trabalho de assalariados.
Destas 229 fazendas, 215 têm título de propriedade de terrenos e equivalem a 4055,90 hectares. 97,7% da superfície total das fazendas são, portanto, propriedade das próprias fazendas.
Ao contrario, a superfície agrícola utilizada é de 1576,96 hectares dos quais 233,10 hectares de trabalho direto do cultivador e 1343,86 hectares de trabalho com assalariados.
Também aqui encontramos 94,3% da superfície agrícola utilizada de propriedade das próprias fazendas. Outra característica interessante é o fato que, das 229 fazendas, 135 têm menos de 1 hectare de superfície, 57 têm de 1 a 2 hectares de superfície, 33 têm de 2 a 5 hectares de superfície, 2 de 5 a 10 hectares, 1 de 50 a 100 hectares e 1 possui mais de 100 hectares.
A respeito da utilização dos terrenos, dos 4149,98 hectares da superfície total das fazendas:
• 38,33 hectares são utilizados para semear;
• 120,96 hectares para o cultivo de madeira agrária;
• 1417,67 hectares para campos permanentes e pastagens;
• 1871,59 hectares para bosques;
• 624,76 hectares não utilizados;
• 76,67 hectares para outros fins (não identificados).

 

 


A superfície dos bosques tem a maior extensão no município de Pigna. Destaca-se que os municípios de Ventimiglia e Pigna têm a maior extensão territorial da Comunità Montana Intermelia e representam 38,47% do território dos 12 municípios pertencentes.
Quanto às características das fazendas do município de Pigna podemos enumerar:
• Cultivação de hortas: 9 fazendas (0,95 hectares);
• Videiras: 91 fazendas (10,91 hectares);
• Oliveira: 195 fazendas (100,29 hectares);
• Cítricos: 5 fazendas (1,49 hectares);
• Pomares: 63 fazendas (7,32 hectares);
• Gado: 1 fazenda (37 cabeças das quais 16 são vacas);
• Ovinos: 2 fazendas (8 cabeças);
• Granjas: 3 fazendas (49 cabeças).

Os dados mostram a fragilidade estrutural das atividades agrícolas pela forte incidência do patrimônio florestal, a presença das culturas permanentes e a pequeníssima dimensão da propriedade.
Trata-se, obviamente, de um município que deve, forçadamente, encontrar fontes de rendas alternativas à agricultura e isso explica a sucessiva diminuição da população que tem acontecido nas últimas décadas.

6. Produtos típicos
Oliveira, vinho Rossese, queijo, ricota, da qual se faz o característico brussu, cogumelos em conserva, azeitonas em salmoura, tomates secos. Destacam-se os famosos feijões de Pigna. O feijão branco de Pigna. Este feijão está presente nos territórios de Pigna, Buggio e Castel Vittorio há mais de 300 anos. Os habitantes do lugar conheceram o feijão no início de 1600 graças à intensa atividade comercial das cidades litorâneas da Riviera, onde ancoravam os navios espanhóis carregados de comida do Novo Mundo.

O território no qual é cultivado este feijão está numa área exclusivamente na alta Val Nervia nos municípios de Pigna, Castelvittorio e em mínima parte no de Isolobona. É atravessado pelo riacho não perene Nervia e por muitíssimos outros riachos que transportam de água de natureza calcaria que, com os terrenos especialmente drenados caracterizam o gosto deste feijão.As áreas cultivadas estão nas zonas denominadas aprico, isto é, expostas ao sol onde as colinas têm uma formação amena com leves encostas adequadas para tal cultivo.
A área de produção do feijão branco de Pigna compreende uma faixa de altitude entre 300 e 800 metros do nível do mar no sopé dos montes Alpes Marítimos (monte Toraggio e Pietravecchia), em pequenos terrenos freqüentemente de difícil acesso aos normais meios mecânicos; geralmente próximo de pequenos riachos para facilitar as operações de irrigações que são praticadas seja na forma tradicional de “escorrimentos” natural com auxilio de pequenos canais, seja por aspersão adotando modernas técnicas de irrigação.

A criação do “Consórcio de Tutela” deu o verdadeiro estimulo para conseguir resultados que o feijão branco de Pigna esta obtendo nestes últimos anos, o primeiro entre todos a tornar-se um Slow Food.
A produção anual deste produto é em média de 4000 - 4500 kg.
A próxima meta é de reconhecer o produto na identificação geográfica protegida que permitirá de tutelar grandemente não somente os consumidores mais também os próprios cultivadores que todo dia devem lutar com um intenso mercado de falsos feijões de Pigna (ate agora o único feijão de Pigna garantido é vendido em apropriadas embalagens com marca e lacre dos sócios do “Consorcio de Tutela”).
As suposições para um incremento produtivo foram, portanto, colocadas. Basta pensar que nos últimos três anos a produção dos sócios ao “Consorcio de Tutela” foi triplicada.
Azeite extra virgem.
• Prensa cooperativa de Pigna.

No território de Pigna a variedade cultivada sempre foi a oliveira “Taggiasca” fruto de médio porte e de ótima qualidade. A variação desta planta se adapta bem aos climas da alta Val Nervia onde pelo alto do vale se estendem essencialmente os municípios de Pigna (distrito Buggio) e Castelvittorio.
A atual prensa representa o melhor da tecnologia a serviço da produção do azeite.
O processo de trabalho inicia com a escolha do fruto totalmente automática; segue a lavagem, antes da passagem nas moendas de pedra para espremedura. Uma sucessiva espremedura acontece em ambiente tipicamente idôneo para passar enfim a supercentrifuga para a separação do óleo de sansa e, portanto, no chamado separador do sucessivo tratamento a frio, a garantia do resultado do produto final, isto é o famoso azeite extra virgem.
Os tratamentos precedentes garantem uma ótima qualidade do produto, de sabor incomparável.
A cooperativa de Pigna tem objetivo de desenvolver qualidade do óleo e de vanguarda do produto. Promove uma campanha de inscrição a novos sócios. Hoje conta com a participação de 80 sócios na localidade de Regione Cancelli.
A produção de azeite extra virgem Miele Millefiori (pastor Paolo).
Encontra-se em Buggio local de venda na rua Borfiga 24 e a produção é de Miele Millefiore.

7. Projetos
“O aposento das sustentações”
O município Montana Intermelia elaborou um projeto financiado pela União Européia, para a criação de um centro de educação ambiental chamado: “O aposento das sustentações”. Este projeto realizou algumas iniciativas de desenvolvimento sustentável, entre os quais:
• A reforma de trilhas no território;
• A coleta diferenciada do lixo;
• A adesão para iniciativas externas de promoção turística de qualidade;
• A criação de adequados percursos gastronômicos, de vinho culturais;
• A valorização dos produtos típicos locais;
• A oferta turística cultural ao alcance do homem;
• O apoio às fazendas turísticas e bed & breakfest;
• A instituição de cursos de formação e aperfeiçoamento.

“Os caminhos dos sabores e das cores”
Segundo Gianstefano Orengo (presidente da comunidade Montana Intemelia), o projeto “os caminhos dos sabores e das cores” nasce de uma idéia nova de valorização do turismo rural. Os 4 itinerários do tal projeto tem a características de provocar profundas e diferentes emoções, exaltando as riquezas naturais e paisagísticas, histórico artísticas, etnológicas e folcloristas de todo o território de Montana Intemedia.
Este projeto faz parte de um válido instrumento para uma oferta turística de integração entre os produtos típicos e a valorização do patrimônio histórico e cultural que agrega seja estes públicos, seja firmas privadas.
O programa é caracterizado também por um sistema de sinais de transito; em cada município foi colocado um outdoor no qual está uma sugestiva imagem do território da Montana Intemedia.
Todo o projeto foi realizado com verba comunitária, no campo dos objetivos definidos do regulamento da EU que pretende desenvolver as zonas rurais da comunidade denominada Objetivo 5 B.
O percurso vermelho diz respeito ao território de Pigna e atravessa toda a Val Nervia, um dos mais lindos vales do poente da região da Ligúria. O percurso serpenteia mais ou menos 20 km ao longo do rio Nervia estendendo-se do mar ate aos cumes dos Alpes marítimos, uma majestosa cadeia de montanhas que, pela sua luxuosa estrutura, é chamada de pequenas Dolomiti da Ligúria. Perto do litoral o leito do rio, por abundancia de água, é considerado uma área de grande interesse naturalístico, que leva o nome de “Zona Úmida”: aves migratórias fazem parada neste abrigo seguro durante as suas viagens, especialmente na primavera e no outono para reprodução.
Esta diretriz é formada pelas seguintes vilas: Camporosso e Dolceacqua, Isolabona e Pigna.

“Pigna e Saorge eco museu europeu das áreas internas”
O Projeto do eco museu, financiado com 80% da UE tem como objetivos a promoção e a valorização do patrimônio ambiental e histórico de povoamento do território inclusive entre os municípios de Pigna (Itália) e Saorge (França).
O projeto faz referência a uma serie de ações exemplares, em localidades bem definidas da secular diretriz histórica do vai e vem do Vale de Roya, na França ao Vale de Nervia, na Itália, que poderão ser mais tarde propostos em toda região além fronteira.
A universidade de Genova com os dois municípios de Pigna e de Saorge é a principal protagonista desta iniciativa e permanece, portanto, o parceiro cultural e operativo fundamental de todas as ações previstas pelo projeto.
O projeto favorece também a criação de novos postos de trabalho e o incremento das presenças turísticas culturais, contribuindo assim para uma melhor qualidade e condição de vida da população do lugar.

8. Pigna e a comunidade Montana Intemelia
A comunidade é um setor local da província de Impéria constituído coma lei regional de 19/04/1996, número 20, a sede legal está em Dolceacqua, onde se reúnem os órgãos institucionais. Quando começou faziam parte dela 12 municipios. A lei regional número 1 de 01/10/2000 levou a novas delimitações do território com a conseqüente entrada dos municípios de Camporosso, Soldano, San Biagio e Vallebona.
Portanto hoje fazem parte da comunidade Montana Intemelia os seguintes municípios do extremo Ponente Ligure: Airole, apricale, Baiardo, Camporosso, Castel Vittorio, Dolcecqua, Isolabona, Olivetta San Michele, Pearinaldo, Pigna, Rochetta Nervina, San Biagio della Cima, Seborga, Soldano, Vallebona, Ventimiglia.
O seu papel institucional consiste na atuação de atividades voltadas a promoção econômica social e cultural no campo geográfico montanhês do interior de Ventimiglia. A lei regional número 33 de 13/08/1997 tem como objetivo promover através da instituição das Comunidades Montanheses, da vanguarda, da valorização e do desenvolvimento econômico das regiões montanheses segundo os seguintes conceitos:
• O melhoramento das condições de vida das populações residentes nas zonas montanheses como condição indispensável para evitar o abandono;
• A vanguarda e a sustentação da atividade agrícola como o instrumento mais eficaz de custódia e de tutela do território.

Entre as tarefas institucionais estão compreendidas as seguintes atividades:
1. a recuperação dos lugares habitados da montanha através de ajuda financeira ao povoamento de pessoas ou de atividades econômicas;
2. financiamentos para investimentos em atividades agrícolas por parte dos cultivadores diretos, cooperativas e consórcios;
3. A promoção de produtos agro-alimentares;
4. As intervenções de reparação hidrogeológica e florestal;
5. A conversação e valorização do patrimônio florestal;
6. A tutela paisagística também para fins produtivos e recreativos;
7. A promoção do patrimônio histórico e cultural, das tradições e do folclore ;
8. A promoção de iniciativas e a realização de serviços destinados à assistência das pessoas anciãs e à orientação e a recreação dos jovens.

O bom funcionamento da Comunidade Montanhês é garantido pelos seguintes órgãos:
O Conselho Geral: Constituído por três representantes de cada prefeitura, permanece no cargo quatro anos. É o Órgão de controle político e administrativo da Comunidade. Os conselheiros estão organizados em grupos de afinidades políticas e podem formar Comissões para resolver os problemas específicos. As reuniões do Conselho são públicas.
A Junta Executiva: O conselho geral expressa uma maioria que desenvolve a atividade de governo da Comunidade através de uma Junta Executiva. A Junta é composta de um Presidente, que é também presidente do Conselho Geral, de um vice presidente e por cinco Assessores. Eles deliberam, em reunião secreta, segundo uma maioria de pelo menos quatro componentes. O Presidente dirige e coordena a atividade da Junta, garantindo a sua unidade no critério político e administrativo.
O Presidente: o presidente, eleito pelo Conselho, representa o Ente, garante a coerência da atividade político administrativa e a execução dos atos, coordena a atividade dos órgãos colegiais e controla o funcionamento dos serviços e dos departamentos. Permanece no cargo durante o Conselho que decretou a sua eleição.

9.Diagnostico
O problema mais grave que atinge a prefeitura é sem dúvida a contínua diminuição da população por causa da falta de oportunidade de trabalho. A necessidade de uma atividade econômica, alternativa à agricultura, obriga os seus habitantes procurar outras ocupações nos municípios costeiros ou no estrangeiro, como na França o no Principado de Mônaco.
Criar postos de trabalho é a prioridade absoluta do Município par evitar o abandono total do território e as relativas conseqüências.
No que tange o desenvolvimento da agricultura, apesar do aumento encorajador da produção do “feijão de Pigna” (pron.pinha), os agricultores reclamam da falta de manutenção das estradas.
Os criadores de aves sofrem com a crise a esta altura mundial, que atinge o setor por causa da gripe aviária.
A diminuição do consumo da carne branca afeta também a merenda escolar, na qual os pais recusam o consumo dos produtos avícolas (carne branca e ovos) aos próprios filhos, provocando grande carência nutricional e as relativas conseqüências.
O uso, nos Municípios de fronteira, de pesticidas e agrotóxicos na agricultura que, é provavelmente, a causa de um elevado número de morte por tumores.








Turismo
http://www.comune.pigna.im.it
Culinária
http://www.comune.pigna.im.it
>> Outros sites para consulta <<

www.agriliguria.it

www.provincia.imperia.it

www.sicuralimentare.it

www.cmintemelia.it